Cloud computing: fornecedores criam modelos próprios - 16/01/2009
 

Cloud computing: fornecedores criam modelos próprios

Primeiras ofertas estruturadas de computação em nuvem chegam ao mercado adaptadas ao gosto do freguês e aos interesses dos fornecedores.
Por Fábio Barros, do COMPUTERWORLD
13 de janeiro de 2009 - 07h43

Tecnicamente, o conceito de cloud computing parece consolidado. Analistas e especialistas concordam tratar-se de computação feita em servidores numa nuvem que conta com enormes recursos de processamento e grande capacidade de armazenamento de dados. Em tese, esta nuvem elimina a dependência de um hardware específico para cada aplicação, ou grupo de aplicações, permitindo que recursos de computação sejam provisionados de acordo com as necessidades do usuário, que passa a utilizar TI como utility, pagando por processamento.
Tecnicamente é isso, mas na prática o conceito chega ao mercado recheado com os diferentes sabores adicionados pelos fornecedores. Como uma nuvem de fato, cada um tem dado a ela a forma que melhor atende seus clientes e, claro, seus interesses, o que deve ser levado em conta pelas áreas de TI que pretendem usar o modelo. Por enquanto, o mercado assiste à formação de dois grupos específicos: o das empresas nativas em cloud e o dos tradicionais fornecedores de aplicativos.
No primeiro grupo, companhias como Google e Salesforce.com – para ficar apenas com as que atuam no Brasil – concordam com a teoria de Nicholas Carr segundo a qual o cloud computing deve evoluir e crescer de tal forma que as áreas de TI perderam sua função em alguns (muitos) anos. “Acreditamos que o cloud é o futuro. É um modelo tecnológico e econômico que traz muitas vantagens aos usuários, que não precisam ser técnicos para compreendê-lo”, afirma Enrique Perezyera, presidente da Salesforce.com para a América Latina.
José Nilo Martins, gerente do Google Enterprise no Brasil, vai pelo mesmo caminho. “O cloud vai trazer uma melhoria de valor e conveniência nunca antes vista no mercado de TI. É o que vai concretizar uma promessa de redução de custos muito grande na área de TI”, acredita. O discurso funciona bem, mas na prática a atuação das duas empresas no Brasil ainda mostra musculatura suficiente para comprovar a tese.
A área de soluções corporativas do Google opera no País desde abril deste ano e tem todas as suas ofertas em nuvem rodando em algum dos 40 data centers da companhia no mundo. De acordo com Martins, as soluções oferecidas mudaram bastante de lá para cá. “O Google Apps hoje é bem diferente. Hoje ele conta com soluções específicas para empresas que são bem mais baratas quando se considera o valor necessário para compra de software e infra-estrutura”, afirma Martins.
Na cesta de ofertas do Google estão aplicativos ainda distantes das chamadas missões críticas, como e-mail, instant messaging, VoIP, calendário, gerenciamento de conteúdo, antispam, antivírus e, recentemente, o Google Vídeo, considerado um YouTube corporativo. Na média, os aplicativos podem ser comprados por valores que vão de 75 dólares a 80 dólares anuais por usuário e Martins diz garantir um SLA de 99,9%.
Procurando se aproximar mais do core de seus clientes, a Salesforce oferece hoje aplicativos de automação de força de vendas, de serviços técnicos, administração de conteúdo, gerenciamento de parceiros e redes sociais corporativas, estas últimas por meio da Ideas.com. Para Perezyera, o segredo da empresa, e de outras nativas, como Google, Amazon.com e Facebook, está na facilidade de uso. “Essa foi nossa origem”, decreta.
Apesar de afirmar que o objetivo da companhia – hoje com 51 mil clientes no mundo, mais de mil deles na América Latina – é permanecer na área de CRM, o executivo lembra que a companhia vem trabalhando com o objetivo de se tornar uma plataforma mais ampla com a participação de parceiros. À exemplo do Google Apps Engine, voltado a desenvolvedores, a Salesforce mantém parcerias com cerca de 50 mil desenvolvedores e 800 software houses que criam aplicativos integráveis às suas soluções. Todos eles rodam na estrutura da empresa e podem ser adquiridos em uma loja virtu

 
Publicado por Assessoria de Imprensa LCS
Site relacionado: computerworld.uol.com.br/mercado/2009/01/12/cloud-computing-fornecedores-criam-modelos-propri
 
 
 
 
 
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